Insónia: O que é, Estatísticas, Sintomas, Causas, Tipos e Como Tratar

Insónia

Insónia

Insónia, tem este disturbio? É indispensável que saiba bem o que é, os sintomas, as causas e os vários tipos, para que o possa tratar correctamente.

Todas as pessoas já tiveram problemas em dormir num determinado período de vida. Contudo, não é disso que trata o problema mas sim de um distúrbio que pode afetar todo o quotidiano de uma pessoa e causar muitas consequências na sua qualidade de vida. Existem vários tipos de insónia que afetam algumas pessoas diariamente.

Entre os sintomas do distúrbio, além da dificuldade em dormir e da dificuldade em manter o sono, pode citar-se a sonolência durante o dia, bem como, a falta de concentração e de foco durante a vigília. Todos esses processos podem, além de diminuir a imunidade natural, desencadear uma série de outros problemas e distúrbios.

A insónia pode ser um dos sintomas de outras doenças, distúrbios mentais e físicos, como depressão, disfunções hormonais, alimentares, entre outros. No entanto, uma das suas causas também podem ser devido a hábitos negativos e irregulares.

O organismo precisa de uma rotina saudável. Acordar todos os dias num horário diferente, manter uma alimentação inadequada, além de outros fatores, podem acabar por desencadear este distúrbio.

O ambiente também é um fator muito importante. Dormir todos os dias num local muito barulhento ou com iluminação inadequada, pode desencadear o distúrbio. Uma alimentação com excesso de substâncias estimulantes, como cafeína, nicotina, entre outros, também pode gerar dificuldade em dormir ou falta de sono.

O que é a insónia?

Insónia consiste na dificuldade em dormir ou em manter o sono durante o período que deseja.

De acordo com Dilys Davies no seu livro “insónia” da Editora Ágora, refere que “a insónia é a dificuldade de iniciar ou manter o sono, durante um periodo de pelo menos 3 semanas.”

O nosso cérebro possui diferentes áreas, cada uma delas é encarregada de cuidar de funções específicas.  É indispensável que compreenda algumas áreas, para que compreenda melhor este distúrbio.

Existe uma parte chamada de núcleo supraquiasmático que funciona como um relógio biológico, encarregado de hábitos e costumes. Esse núcleo possui conexões em todo o cérebro, funcionando em conjunto com muitas outras funções.

Este relógio biológico, é importante explicar que ele fica localizado no hipotálamo, região responsável pela atividade sexual e pelos impulsos de comer e beber.

A área responsável pelo sono está muito próxima do núcleo supraquiasmático, do hipotálamo e estão interligadas.

A área responsável pelo sono também se encontra na mesma região da área da temperatura corporal.

É possível deduzir com essas informações que, o sono e a insónia estão relacionados com diversos fatores biológicos e ambientais, além de funções que provêm da mente inconsciente.

Neste sentido, muitos estudos comprovam que, diferentemente dos animais, o sono nos homens também é um processo mental.

Além de se levar em conta toda a questão alimentar, biológica e de hábitos, é preciso também considerar a parte psicológica do indivíduo.

É possível o sujeito apresentar todas as funções biológicas saudáveis, mas ainda assim ocorrer a disfunção do sono.

É no sono que são feitas todas as manutenções psíquicas e biológicas no organismo. A ausência do sono pode levar a falhas nessas manutenções, que por sua vez gerarão uma série de problemas.

Alguns desses problemas podem ser, stress, depressão ou ansiedade.

Estatísticas da Insónia

A insónia afeta pessoas do mundo inteiro. Em 2017, segundo dados da Organização Mundial da Saúde este distúrbio já afetava 45% da população mundial. Nesse ponto o distúrbio do sono poderia ser considerado uma epidemia.

A situação em  Portugal é complicada. É um dos países que menos dorme, não só na Europa, como no mundo. Cerca de 25% e 30% da população de Portugal, deita -se depois da meia-noite. Não é difícil imaginar que a incidência de distúrbios do sono é altíssima.

Cerca de 10% dos adultos sofrem de insónia crónica, sendo que cerca de 30% a 35% de portugueses, sofrem de distúrbios do sono com frequência. É comum as crianças e os jovens também se deitarem muito tarde.

Infelizmente não existem pesquisas mais precisas feitas pela Associação Portuguesa do Sono (APS), mas existem pesquisas feitas internacionalmente que são úteis para comparação e para uma noção média.

Elas afetam entre 10 e 30% da população adulta em todo o mundo, sendo que possuem pelo menos um episódio de ausência de sono por mês mas 5% dos adultos possuem diversos episódios do distúrbio por mês, constituindo os casos mais complicados.

A insónia ocorre mais em ambientes urbanos do que rurais. Relativamente ao Brasil, estudos revelaram que 32% da população adulta de São José do Rio Preto, em São Paulo sofrem de falta de sono. Em contrapartida, no município rural de Jaraguari, em Mato Grosso do Sul, apenas 16,8% da população relataram os efeitos.

A questão da relação urbana e rural também envolve factores culturais, já que é comum no ambiente urbano, o sono não ser tão valorizado. Também existem questões como a rotina mais agitada, maior número de pessoas e mais estímulos de todos os tipos, até mesmo em casa, por equipamentos electrónicos.

Sintomas

  • Alterações cognitivas
  • Fadiga
  • Prejuízo no desempenho diurno
  • Ansiedade
  • Troca abrupta de humor, incluindo crises de irritação e tristeza
  • Perda de interesse em atividades
  • Sensação de depressão
  • Tensão, podendo encadear em stress grave
  • Atrapalha a vida social, profissional e amorosa
  • Interferência no estado de saúde mental, facilitando o desencadeamento de doenças em pessoas propensas

Este distúrbio atrapalha toda a vida social de uma pessoa. O sono é essencial para manter o funcionamento de todo o organismo, tanto a nível biológico, como a nível psíquico.

Existem experiências de privação do sono, tanto as pessoas como os animais morrem se ficarem muito tempo sem dormir. É claro que os sintomas de um modo geral não chegam a esse ponto extremo, mas se ficar vários dias sem dormir repetidamente, pode causar grandes prejuízos na saúde do indivíduo.

A insónia, mesmo que secundária, se não for tratada, pode tornar-se um problema e de secundária pode tornar-se primária. Antes o que era apenas um sintoma de algo maior, pode se tornar justamente o principal problema. Como vamos ver ainda neste artigo, para saber mais sobre os tipos de insónia, deve ler o artigo até ao final.

As Pessoas propensas a terem transtornos de personalidade ou com a psique instável, podem ver sua situação muito agravada com problemas no sono. Embora ela seja um sintoma comum desses transtornos, se não tiver a devida atenção, tudo pode acabar desencadeando-se simultaneamente.

As pessoas afetadas podem-se distanciar cada vez mais da realidade, das relações sociais, podem ficar prejudicadas no trabalho e tudo isso pode ser muito difícil de resolver.

Irritações constantes e crises de choro podem desencadear outro problema, o stress, que em patamares muito altos pode até levar o indivíduo a correr risco de vida. Tudo começa num nível baixo mas pode ser mais sério do que parece.

Causas da Insónia

Causas da Insónia

Causas da Insónia

As causas da insónia podem ser várias consoante o estilo de vida do individuo, tais como:

  • Transtornos psicológicos
  • Problemas hormonais
  • Consumo excessivo de substâncias estimulantes
  • Consumo de álcool e drogas
  • Maus hábitos
  • Doenças diversas, como a gripe, resfriados, viroses e até mesmo as mais graves, como o câncer
  • Ambiente de sono inapropriado
  • Acontecimento impactante e stressante
  • Outras patologias do foro Psíquico, tais como: Depressão, Ansiedade, Stress, Psicoses entre outras.

As causas podem ser mais simples, como pequenas doenças passageiras e acontecimentos do quotidiano, até causas mais graves, como transtornos psíquicos já existentes e fatores biológicos graves.

Um dia stressante no trabalho, a raiva depois de ouvir algo que o incomoda, coisas simples podem desencadear a falta de sono. São acontecimentos passageiros que não costumam causar nenhum dano, a não ser que seja habitual.

Acontecimentos mais graves, como a morte de um ente querido, um acidente, fatores traumáticos, podem desencadear a ausência de sono durante períodos consideráveis, mas não costuma ser crónico.

Atos que degradam a saúde como consumo excessivo de álcool, outras drogas e substâncias (inclusive o café) podem desencadear o transtorno, mas não precisa ir tão longe. Só a má alimentação e os maus hábitos já são suficientes para que isso aconteça.

Em situações mais graves como transtornos de personalidade e transtornos psíquicos, o transtorno teria caráter mais psíquico do que biológico, o que não significa que as consequências sejam menos graves. É comum que, entre os tipos de insónia, a crónica afete nesse caso.

Dormir em ambientes que tenham muito barulho, também podem causar a falta de sono. Lugares muito iluminados ao ponto de atrapalhar o sono, são agravantes da situação. Nessa situação, nem sempre o indivíduo tem o controle, já que o barulho ou iluminação podem ser fatores externos.

Quais são os tipos de insónia?

Falar de tipos de insónia pode ser algo muito abrangente, já que existem diferentes tipos de classificações. Elas podem variar de acordo com a duração, com a  frequência dos sintomas, bem como com causas e efeitos.

Primária

A insónia é vista como principal doença e a causa de outros sintomas, pode ser considerada um transtorno.

Secundária

É quando o distúrbio do sono é o sintoma de alguma outra doença ou distúrbio, sendo essa muito mais comum que a primária.

A inicial

É a mais comum e é quando o individuo tem dificuldade de entrar no estado de sono. É comum que nesse caso fique em estados de consciência entre a vigília e o sono.

De Manutenção

Consiste em acordar durante o sono e ter dificuldade de voltar a dormir. Nesse caso, podem ocorrer mais de uma interrupção, podendo levar ao próximo tipo.

A Terminal

É quando a pessoa acorda e não consegue voltar a dormir, difere da manutenção, na medida em que, embora exista a dificuldade, ainda assim é possível voltar ao sono.

Orgânica e psicofisológica

A Classificação Internacional das Doenças divide os tipos de insónia, entre causa orgânica e psicofisiológica, isso é, por fatores ambientais e biológicos, ou fatores psíquicos, respectivamente.

A Transiente

Consiste nas de curta duração, geralmente causadas por fatores como a morte de um ente querido, stress, problemas emocionais, familiares, de relacionamento, etc.

A Intermitente

Diz respeito a episódios regulares, geralmente mensais. Essa é a que afeta a maior parte da população.

Insónia Crónica

É de longa duração, pode durar mais de três semanas, mas não ser necessariamente grave, uma vez que a causa pode estar em mudanças de hábitos e não necessariamente em doenças. No entanto há casos em que a insónia crónica pode ser grave.

Como Tratar a Insónia

Como Tratar a Insónia

Como Tratar a Insónia

Como Tratar a Insónia

Como leu no artigo, há vários tipos de insónia, portanto o tratamento também depende dos tipos de insónia. No entanto de um modo geral pode ou não ser necessário um tratamento médico, vai sempre depender dos casos. Pode não ser necessário tratamento médico se os episódios acontecerem uma vez a cada 3 meses, se a pessoa não tem histórico de distúrbios do sono ou se o distúrbio depender de maus hábitos ou de excesso de stress. Nesse caso pode consultar um Psicólogo.

Em casos de stress, irritação depois de um dia difícil ou de acontecimentos marcantes que causam o transtorno, a pessoa deve buscar ingerir bebidas que naturalmente ajudam a combater a da falta de sono, como um copo de leite morno, chás de tília, camomila, aveia quente ou sumo de maracujá.

Procure deitar-se em horários programados, mesmo que não durma nos primeiros dias, também pode ajudar, já que uma das causas do problema é justamente os maus hábitos. Tente criar uma programação educando-se para ter uma boa noite de sono.

Quando a situação é constante, você pode precisar da ajuda de um médico. Em casos de transtornos, você terá acompanhamento e tratamento e em situações mais graves, pode precisar de medicamentos para dormir melhor.

Não procure tomar calmantes, outras substâncias sem antes consultar um médico ou um psicólogo, devidamente preparados para avaliar melhor a sua dificuldade, a fim de receitar o tratamento certo ou a terapia certa. Se não fizer isto pode agravar a situação ou substituir um problema por outro.

Resumo da Insónia

“De fato, nos nossos tempos comportam-se como se o sono, o repouso e o desligamento da vida de vigília fossem elementos contingentes da existência ou, ao menos, sem qualquer carácter de necessidade.” O trecho foi extraído de um artigo de Mário Pereira, apresentado no Fórum Brasileiro de Psicanálise, em São Leopoldo, Rio Grande do Sul.

É importante reter o seguinte: a insónia pode ser uma doença por si só, ou apenas o sintoma de algo maior, mas não deixa de ser alarmante por causa dos efeitos que provoca na vida da pessoa, ainda mais com o aumento de número de casos à volta de todo o mundo.

Se perceber os sintomas, não hesite em procurar a ajuda de um profissional de saúde para tratar o seu caso. A sua saúde é muito importante e este distúrbio pode afectar todas as áreas da sua vida. Contudo todas as pessoas têm o direito de ter diariamente boas noites e de descanso.

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Referências

Revisto por: Drª Sandra Correia – Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde, Membro Efectivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses

Associaçao portuguesa do sono

Idzikowski, C. (2002). Insónia. Editora: Globo

Davies, D. (2003). Insónia: esclarecendo suas dúvidas. Editora: Ágora

Pereira, M. (2001). A insónia, o sono ruim e o dormir em paz: a “erótica do sono” em tempos de Lexotan. (Trabalho apresentado no VI Fórum Brasileiro de Psicanálise) São Leopoldo, Rio Grande do Sul.

TSF

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